| 21/02/2008 18h01min
As autoridades sanitárias argentinas declararam estado de alerta nas províncias na fronteira com o Paraguai devido à epidemia de febre amarela que afeta o país vizinho.
O diretor nacional de Prevenção de Doenças e Riscos da Argentina, Hugo Fernández, afirmou nesta quinta-feira que a meta do governo é "proteger 90% da população das zonas de risco".
Ele admitiu que as autoridades sanitárias estão estudando um quadro de possível febre amarela na província de Misiones (norte).
Desde 2003 a vacinação da população das zonas de risco é obrigatória, de modo que agora está se potencializando a campanha "para minimizar os riscos de casos humanos na Argentina", assegurou o funcionário.
Após oito casos de morte por febre amarela no Paraguai, o medo da doença fez com que milhares de argentinos fossem aos postos de saúde tentar se vacinar e com que centenas de paraguaios cruzassem a fronteira para conseguir a imunização que falta no país.
Em Misiones e Formosa, fronteiriças com o
Paraguai, os governos provinciais decidiram declarar o estado de alerta e implementar um cordão de isolamento sanitário para manter a zona protegida contra o mosquito transmissor, de forma a evitar que a epidemia se propague.
A presidente da Argentina, Cristina Fernández, se reuniu hoje com o governador de Misiones, Maurice Closs, e pediu que continue trabalhando na vacinação de cidadãos argentinos e paraguaios que pedirem e que aumentem as medidas para que a doença não entre no país.
Segundo cálculos oficiais, já foram aplicadas mais de 400 mil vacinas em toda a Argentina desde que começou a campanha, no final do ano passado, e a população continua indo aos centros de saúde e hospitais que fornecem as vacinas no norte do país e em Buenos Aires.
Na Argentina, três macacos morreram por causa da febre amarela, o que poderia significar que a epidemia está se estendendo ao país.
As autoridades argentinas recomendam que a população
não viaje ao Paraguai e iniciaram ações
adicionais para evitar que a doença se propague, como a fumigação casa por casa nas zonas fronteiriças, erradicação de lixos e eliminação de poços com águas parada, que são considerados criadouros para os mosquitos.
Na Argentina não é registrada uma epidemia de febre amarela desde que em 1871 morreram mais de 13 mil pessoas por causa da doença.
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