| 13/11/2012 06h50min
Incredulidade e uma grande sensação de insegurança eram as respostas dos moradores do Norte da Ilha aos ataques ocorridos em Florianópolis. Na noite de segunda para terça-feira, bandidos atearam fogo em viatura policial no Saco dos Limões. No Norte da Ilha um ônibus foi incendiado. Em Palhoça, bandidos atiraram contra base da PM no bairro Aririú. Em Canasvieiras, o veículo particular de um PM foi incendiado em um condomínio. No Canto do Lamin, ao lado de Canasvieiras, bandidos atearam fogo em um ônibus, mas motorista e cobrador conseguiram controlar.
Os policiais militares tomavam o máximo de cuidado possível e na aproximação de cada carro, iam até a porta dos postos com armas em punho.
>> Confira o que o DC noticiou sobre os atentados
Na Delegacia de Canasvieiras dois carros foram atravessados na entrada para forçar os veículos a reduzir a velocidade ao entrar no estacionamento. Todos os policiais relatavam estar trabalhando com atenção redobrada e não escondiam que os ataques eram obras de uma facção criminosa que atua no sistema prisional.
O supervisor da empresa Canasvieiras, que teve os ônibus queimados, contou que os motoristas estavam assustados. Para tranquilizá-los, foi pedido reforço no patrulhamento a Polícia Militar, o que foi concedido.
No Terminal de Integração de Canasvieiras, o assunto dominava as conversas. Muitos diziam que "se nem os policiais estão seguros, como devem se sentir os cidadãos?"
O segurança privado do UPA do Norte da Ilha, Dirceu Maioli, contou que ficou bastante preocupado e afirmou que a violência está passando dos limites. Ele considera que a situação está se aproximando da de São Paulo.
Até o momento, a Secreataria de Segurança Pública não informou a identificação de suspeitos ou prisão de envolvidos.
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