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 | 17/08/2009 18h53min

Crise e barreiras sanitárias afetam exportações de carne bovina

De janeiro a julho, receita com vendas externas teve queda de 24%

Atualizada às 20h25min Daniela Castro | Brasília (DF)

A crise financeira mundial e as barreiras à carne bovina brasileira fizeram com que o produto sofresse queda nas exportações neste ano. De janeiro a julho, as vendas tiveram redução tanto no volume, quanto na receita em comparação com o mesmo período do ano passado.

Nos primeiros sete meses deste ano, a receita com as exportações de carne bovina atingiu US$ 2,28 bilhões, o que representa uma redução de 24% se comparada com o mesmo período de 2008. As 991 mil toneladas exportadas também tiveram queda da ordem de 14% em relação ao ano passado.

– Nós tivemos uma redução significativa dos preços pagos e agora, em plena entressafra do boi, os preços não estão reagindo – explica o consultor em agronegócio, Clímaco Cezar.

O freio nas exportações está ligado à crise financeira internacional, já que o setor de carnes depende da oferta de financiamentos para o comércio exterior. Para o presidente do Fórum de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, não é só isso.

– O Brasil teve uma seqüência de barreiras que afetaram as exportações principalmente para a União Europeia.

Mas para este segundo semestre, o setor já fala em retomada das vendas. A expectativa é que, com o abrandamento da crise, os países europeus, a Rússia e o Chile passem a comprar mais a carne brasileira.

Agora, a entidade que representa os produtores rurais se preocupa em sensibilizar o governo para a necessidade de revogar o imposto de 9% que incide sobre o couro exportado. Criada desde 2002, a cobrança tem o objetivo de incentivar a permanência da matéria-prima no país com a intenção vender apenas o produto com valor agregado, mas o setor produtivo reclama do preço baixo, por causa do excesso de couro no país.

– Antes do tributo o quilo do couro valia R$ 3,00, hoje vale entre R$ 0,15 e R$0,10 – reclama Nogueira.

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