| 24/05/2006 07h00min
A tecnologia disponível no mercado possibilitaria implantar bloqueadores de celulares nos presídios a um custo estimado de US$ 5 mil (cerca de R$ 11,5 mil). A informação é de Gláucio Lima Siqueira, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e PhD em telecomunicações. A notícia animou a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que irá estudar a instalação de bloqueadores ainda este ano.
– As tecnologias são fáceis e não muito caras. É possível gerar um sinal interferente, que impossibilita o uso do celular. Para isso é necessário gerar antenas, bem direcionadas, concentradas dentro dos presídios – disse Siqueira, na manhã de ontem, em Porto Alegre.
Conforme o superintendente da Susepe, Djalma Gautério, este valor possibilitaria a implantação de bloqueadores no Rio Grande do Sul.
– Vamos entrar em contato com este professor (Siqueira) amanhã (hoje) para buscar mais informações. Mas, se for esse o custo mesmo, acredito que a Fazenda (Secretaria Estadual da Fazenda) nos liberaria recursos para instalar os bloqueadores – disse Gautério, no final da tarde.
Para o superintendente, os principais problemas relacionados aos bloqueadores são a eficácia dos instrumentos e o alto custo.
– São Paulo instalou bloqueadores que não funcionam bem. No ano passado, fizemos um orçamento para colocar na Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas) e nos cobraram R$ 500 mil. Tem muitas informações desencontradas nesse meio – observou Gautério.
O pesquisador Siqueira e o PhD em neurofisiologia de comportamento e diretor do Núcleo de Informática Biomédica da Unicamp, Renato Sabattini, estiveram na Capital, a convite da Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel). Durante duas horas, em um evento destinado aos jornalistas, eles falaram sobre a inexistência de pesquisas científicas consistentes que comprovem danos à saúde causados pelo uso de aparelhos celulares e pela proximidade de antenas de telefonia móvel. O evento foi destinado aos jornalistas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, recomenda que crianças e idosos evitem utilizar celular em excesso e optem pelo uso de viva-voz nos aparelhos. Conforme Sabattini, a recomendação seria uma precaução por parte da OMS.
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