Um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil, o câncer de mama também é uma das principais causas de morte entre as mulheres – em 2013, foi o tumor que mais matou entre as brasileiras. A doença ocorre quando as células cancerígenas se proliferam, em geral, dentro dos dutos mamários. O câncer pode surgir em qualquer parte da mama, mas costuma incidir em áreas com maior tecido glandular, como os quadrantes externos e atrás da auréola do mamilo. Mais raro antes dos 35 anos, costuma incidir progressivamente em mulheres mais velhas, especialmente após os 50 anos.
Em geral, doenças da mama podem ser identificadas por mudanças visíveis, como a alteração de volume, retração da pele, mudança de cor no bico do seio, secreções mamárias sanguinolentas e nódulos. Elas podem vir ou não acompanhadas de dor. A observação de alterações não significa necessariamente a existência de câncer, mas indica que é preciso procurar auxílio médico. Ele realiza uma análise clínica e pede exames de imagem, como a mamografia e a ultrassonografia. Depois disso, o médico pode ou não pedir uma biópsia. Quanto mais rapidamente a doença for detectada, mais altas as chances de cura e menos complexo será o tratamento.AutoexamePode ajudar a identificar alterações que precisem ser investigadas por um médico. Recomenda-se que ele seja feito mensalmente.
1 Posicione-se em frente a um espelho e inspecione suas mamas com os braços abaixados ao longo do corpo
2 Coloque a mão esquerda atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda a mama direita. Repita o movimento utilizando a mão esquerda para examinar a mama direita.
3 Levante os braços, colocando as duas mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico.
4 Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração.
5 Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai alguma secreção.
O câncer de mama não é algo que se possa prevenir. No entanto, há fatores comportamentais e ambientais que aumentam o risco, como a obesidade e
o sobrepeso após a menopausa, o sedentarismo, o consumo excessivo de bebida alcoólica e a exposição frequente a radiações ionizantes (raios-X).
Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos pode contribuir para o surgimento da doença. Fatores genéticos e hereditários também podem ser decisivos, embora
Mamografia
Deve ser realizada a partir dos 40 anos, anualmente. Mulheres com histórico de câncer de mama na família devem fazer o exame desde os 35.
Estágio I
São tumores relativamente pequenos, que não se espalharam para os órgãos linfonodos ou têm apenas uma pequena área de disseminação.
Estágio II
Tumores maiores e/ou que se espalharam para os gânglios linfáticos próximos.
Estágio III
São maiores do que 5cm
ou invadiram os tecidos próximos ou se espalharam para os linfonodos adjacentes.
Estágio IV
Espalharam-se para os linfonodos e outras partes do corpo, como osso, fígado, pulmão e cérebro.
• O tratamento do câncer de mama é definido a cada caso. O tamanho e as características do tumor determinam se será feito o tratamento mais conservador, quando é retirada apenas parte da mama, ou a retirada total da mama seguida da reconstrução.
• Tumores pequenos, de até 2,5cm, são os que costumam permitir a preservação da mama. Quando o tamanho é maior, pode-se optar por um tratamento prévio com quimioterapia para tentar reduzir o tumor e evitar a retirada total da mama.
• Após a cirurgia, o médico verifica qual é o melhor método para dar continuidade ao tratamento. Os mais comuns são a quimioterapia, a radioterapia e as terapias hormonais.
Números
•99% dos casos ocorrem em mulheres
•Quatro em cada cinco casos atingem mulheres com mais de 50 anos
•Em 2016, o Brasil deve ter 57.960 novos casos, 10% devem ocorrer no RS
•Entre os casos gaúchos, um quarto deve ocorrer em Porto Alegre e na Região Metropolitana
COMO IDENTIFICAR
COMO PREVENIR
COMO TRATAR
Outubro Rosa
Desde 2008, as cidades se colorem de rosa durante o mês de outubro para alertar as mulheres sobre a importância do autocuidado em relação ao câncer de mama. Grupos de pacientes, organizações e vitoriosas da doença vão às ruas para chamar a atenção ao tema e lutar pelo acesso de todas ao diagnóstico precoce e ao tratamento ágil e qualificado, dois fatores que contribuem para o bom prognóstico de cura.
Fontes
Rogério Grossmann, chefe do Serviço de Mastologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Maira Caleffi, presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e presidente do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca).