• 10. Quais são os próximos
    passos da investigação?


    Enquanto aguarda o resultado do exame de DNA — suas filhas do homem, que moram em Porto Alegre, se ofereceram para ceder material para a comparação genética —, a prioridade dos investigadores é encontrar a mãe do filho mais novo do santa-mariense e verificar em que situação se encontra esta criança. Não há relatos de que a mulher tenha vindo para Caxias do Sul recentemente. Pela falta de notícias ou despreocupação dela, não está descartado que o menino esteja em Santa Catarina ou com o avô materno. Neste caso, eles devem ser intimados para prestar esclarecimentos. Os laudos do exame de DNA devem ser concluídos entre 60 e 90 dias. Até que haja confirmação oficial, o nome da suposta vítima está preservado pelo Pioneiro.

  • 1. Quem é a vítima?


    Todos os indícios apurados pela Delegacia de Homicídios apontam para um homem de 45 anos que é natural de Santa Maria. A tatuagem no antebraço — um ás de espadas do baralho espanhol, que é utilizado para jogar truco —, foi reconhecida por um conhecido do santa-mariense e pode ser vista em fotos dele em seu perfil nas redes sociais. A investigação não trabalha com o nome de outras possíveis vítimas.

  • 2. Onde estão as
    outras partes do corpo?


    Os peritos calculam que somente 25% do cadáver foi encontrado. A suspeita dos investigadores é que as outras partes do corpo — incluindo a cabeça, mãos, pernas e parte do tronco — foram espalhadas por vários contêineres de lixo da cidade. Os restos achados — localizados por um catador de lixo que procurava comida no contêiner — estavam em uma lixeira na Rua Sinimbu, perto da Praça da Bandeira, no bairro São Pelegrino. Por ter trânsito intenso, a coleta na via é a última feita na região central. Como Caxias do Sul produz cerca de 360 toneladas diárias de lixo orgânico, é possível que as outras partes tenham seguido para o aterro sanitário e não sejam mais localizadas.

  • 3. Quando foi a morte?


    A investigação acredita que o homicídio ocorreu no dia 31 de junho ou em 1º de agosto. O tempo de esquartejamento é relativo, pois o autor pode ter utilizado uma serra elétrica, o que aceleraria o processo. A suspeita é que os pedaços achados tenham sido descartados no contêiner da Rua Sinimbu entre 21h30min e 23h da noite de 1º de agosto.

  • 4. As câmeras da Rua Sinimbu gravaram alguma movimentação próxima da lixeira?


    A Delegacia de Homicídios percorreu a região e localizou algumas câmeras. Uma pessoa, que aparenta ser um homem, é vista em atitude suspeita, mas a distância e a qualidade da imagem não ajudam.
    — É difícil afirmar. Ele está carregando sacolas, mas pode ser qualquer coisa. Estava escuro e as câmeras do comércio próximo não filmam a rua — comenta o delegado Duarte.

  • 5. A motivação foi passional?


    Esta é a principal linha de investigação, em razão da preocupação do autor em ocultar o cadáver e evitar a identificação da vítima. Embalar os pedaços do corpo e dividi-los são indícios da tentativa de sigilo. Para a Delegacia de Homicídios, este foi o objetivo do esquartejamento. A tese de que uma facção criminosa estaria envolvida e o retalhamento seria para fazer mídia criminosa, como ocorre em Porto Alegre, foi descartada.

  • 6. Alguma outra motivação é investigada?


    Sim. O santa-mariense possuía 10 acusações por estelionato e estava em liberdade provisória desde maio. Um homicídio decorrente dessas denúncias não é descartada. Por outro lado, o homem não possuía histórico de crimes violentos, como homicídio ou tráfico de drogas, que geralmente estão relacionados a acertos de conta envolvendo assassinatos.

  • 7. A vítima tinha envolvimento com uma mulher em Caxias do Sul?


    A Polícia Civil localizou a mulher que estaria se relacionando com o santa-mariense. Ela prestou depoimento e negou envolvimento do crime. A testemunha admitiu que conhecia a vítima, mas afirmou que o relacionamento deles era muito inicial e, portanto, não tinha muitas informações sobre o homem.
    A mulher confirmou que marcou um encontro com o santa-mariense no dia 1º de agosto, mas ele não compareceu. Ela possui histórico de violência doméstica por um ex-companheiro, descrito como violento. Ele também foi procurado, prestou depoimento e negou participação no esquartejamento.
    O delegado Duarte ressalta que, efetivamente, não há nada contra os dois.

  • 8. Onde o santa-mariense morava?


    Essa informação é desconhecida. Sabe-se que a possível vítima estava na cidade há pouco mais de dois meses. Os investigadores visitaram um endereço, informado por um amigo, no loteamento São Conrado, na região do Desvio Rizzo, mas a vizinhança afirmou que o santa-mariense havia se mudado há algumas semanas. O homem também não possuía automóvel registrado em seu nome.

  • 9. De quem é a guarda da
    criança procurada?


    O relato é que o santa-mariense veio para a Serra buscando ter mais contato com o filho mais novo. Acredita-se que o menino morava com o ex-sogro dele, já que a mãe reside em Santa Catarina. No entanto, não há notícia sobre processo judicial envolvendo o pedido de guarda da criança. Assim, não há informação sobre quem cuidava do menino. A mãe e o avô são procurados pela polícia.

  • 10. Quais são os próximos
    passos da investigação?


    Enquanto aguarda o resultado do exame de DNA — suas filhas do homem, que moram em Porto Alegre, se ofereceram para ceder material para a comparação genética —, a prioridade dos investigadores é encontrar a mãe do filho mais novo do santa-mariense e verificar em que situação se encontra esta criança. Não há relatos de que a mulher tenha vindo para Caxias do Sul recentemente. Pela falta de notícias ou despreocupação dela, não está descartado que o menino esteja em Santa Catarina ou com o avô materno. Neste caso, eles devem ser intimados para prestar esclarecimentos. Os laudos do exame de DNA devem ser concluídos entre 60 e 90 dias. Até que haja confirmação oficial, o nome da suposta vítima está preservado pelo Pioneiro.

  • 1. Quem é a vítima?


    Todos os indícios apurados pela Delegacia de Homicídios apontam para um homem de 45 anos que é natural de Santa Maria. A tatuagem no antebraço — um ás de espadas do baralho espanhol, que é utilizado para jogar truco —, foi reconhecida por um conhecido do santa-mariense e pode ser vista em fotos dele em seu perfil nas redes sociais. A investigação não trabalha com o nome de outras possíveis vítimas.