| 09/01/2008 21h53min
O governo colombiano autorizou hoje uma nova operação para a libertação de duas seqüestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que contará somente com a participação do governo venezuelano e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Assim anunciou o alto comissário da Colômbia para a Paz, Luis Carlos Restrepo, depois que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse em Caracas ter recebido das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) as coordenadas do local onde ocorrerá a libertação.
O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, transmitiu a seu homólogo colombiano, Fernando Araújo, o pedido de autorização para a entrada em território colombiano de helicópteros venezuelanos com o emblema da Cruz Vermelha para recolher os reféns Clara Rojas e Consuelo González, presumivelmente nas selvas do departamento de Guaviare.
— Estamos dando todas as garantias, e confiamos que essa libertação ocorrerá muito rapidamente e da maneira mais
bem-sucedida possível — disse
Restrepo.
O alto comissário indicou que o CICV "permanece em contato com a Venezuela e o governo colombiano".
— Esperamos antecipar esta operação humanitária para que Clara e Consuelo retornem muito em breve para casa — disse.
Na terça-feira, Restrepo havia reiterado que o governo colombiano mantinha as garantias já oferecidas para a possível entrega dos seqüestrados por parte das Farc. Por sua parte, o CICV confirmou nesta quarta-feira que participará na quinta-feira da missão humanitária para recuperar as duas reféns das Farc em algum local da Colômbia, segundo declarou o porta-voz do organismo em Bogotá, Ives Heller.
A fonte acrescentou que, uma vez que o CICV tenha as coordenadas, pedirá ao ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, as garantias de segurança para viajar à zona onde ocorrerá a libertação.
A operação busca libertar a ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas, em poder
das Farc desde fevereiro de 2002, e a ex-parlamentar
Consuelo González, refém desde setembro de 2001.
A libertação dessas reféns foi prometida pelas Farc em 18 de dezembro, como um ato de "desagravo" a Chávez, depois que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, cancelou sua mediação na busca de um acordo humanitário com a guerrilha para libertar 45 reféns em troca de 500 rebeldes presos.
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