| 27/03/2006 18h49min
De 4 a 6 de abril, está prevista a visita do primeiro-ministro russo Mikhail Fadkov, em Brasília, para discutir o comércio entre os dois países. O embargo russo à carne suína brasileira já dura mais de três meses.
O secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, espera a vinda de representantes do Ministério da Agricultura, que poderiam anunciar a retomada dos embarques.
Sopelsa obteve informações no Ministério da Agricultura do Brasil de que o chefe do Serviço de Vigilância Sanitária da Federação Russa, Sergei Dankvert, possivelmente estaria integrando a comitiva. Dankvert é o mesmo que há cerca de um mês declarou a agência de notícias Reuters que o embargo iria até junho.
Santa Catarina é o responsável por cerca da metade das exportações de carne suína do Brasil.
Um dos motivos que agravou a crise do suíno é a queda das vendas de frango causada pela gripe aviária na Europa, Ásia e África. Primeiro porque a carne suína tem que dividir estoques represados do frango. Segundo porque o excesso de carne derrubou os preços no mercado interno, com quilo de frango sendo vendido a menos de R$ 1.
O preço do suíno, que caiu de R$ 2 o quilo para R$ 1,60, já registra R$ 1,30 para produtores não integrados às agroindústrias. No Paraná, chega a R$ 1,20. Algumas agroindústrias já reduziram os abates em 10% em Santa Catarina.
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