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Presidente paraguaio passará por processo de impeachment

Medida foi aprovada nesta quinta pela maioria dos deputados

Imerso em uma grave crise política, econômica e social, o Paraguai assistirá a seu presidente, Luiz González Macchi, ser submetido a um processo de impeachment que pode afastá-lo do poder. A medida foi aprovada nesta quinta, dia 5, por 50 dos 61 deputados presentes na sessão na Câmara dos Deputados: 11 abstiveram-se. Macchi responderá a cinco acusações de corrupção e má-administração.

Logo depois o anúncio do resultado da votação, começaram a circular rumores de que o presidente renunciaria antes de voltar ao país. Macchi estava em Brasília, onde neste dia 5 participou de um encontro com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O porta-voz oficial da presidência paraguaia, Osvaldo Bergonzi, apressou-se em afastar os boatos, descartando qualquer possibilidade de renúncia. No Brasil, o presidente declarou que se submeterá à decisão do Legislativo e que, se for preciso, vai ao Senado defender-se.

As acusações contra Macchi foram propostas pelo deputado de oposição Blas Llano e ganharam o apoio de alas dissidentes do Partido Colorado, no governo. O presidente é acusado especificamente de usar um carro roubado no Brasil como automóvel oficial, desviar fundos de bancos privados sob intervenção do Estado, malversação de fundos da presidência, fraude em um processo frustrado de privatização e má-administração.

A Câmara nomeou quatro deputados para estudar e redigir a acusação oficial, que terá que ser apresentada ao Senado até o próximo dia 20, quando começa o recesso parlamentar. A Constituição determina que as acusações sejam avaliadas pelo Senado, que atuará como uma espécie de juiz. Para que González Macchi seja destituído, são necessários os votos de 30 dos 45 parlamentares.

O presidente já conseguiu impedir seis vezes a redação de um processo de impeachment, graças à união de seus aliados na Câmara. González Macchi assumiu o governo em março de 1999, logo após o assassinato do vice-presidente, Luís María Argaña, e da renúncia do então presidente Raúl Cubas Grau, suspeito de envolvimento no crime.


 
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