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Ultimato da ONU ao Iraque pode ocorrer em até três semanas

Um dia depois do duro discurso do presidente americano, George W. Bush, na Organização das Nações Unidas (ONU), os cinco membros permanentes e com direito a veto no Conselho de Segurança da entidade – China, França, Grã-Bretanha, Rússia e os próprios Estados Unidos – concordaram nesta sexta-feira, 13 de setembro, em fixar um prazo-limite para que o governo iraquiano aceite o retorno dos inspetores de armas de destruição em massa a seu território. A informação foi dada pelo chanceler britânico, Jack Straw.

Os chanceleres das cinco nações se reuniram informalmente em um almoço em Nova York com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para analisar a questão. Antes do almoço, o secretário de Estado, Colin Powell, declarou que pressionaria pela adoção de uma resolução “severa, muito severa”, que inclua uma data-limite. Powell se negou, porém, a indicar um prazo, ressaltando que a decisão caberá a todos os integrantes do Conselho de Segurança – ele se reuniu também com representantes de todos os outros 10 países.

Diplomatas na ONU disseram ser improvável a aprovação de uma resolução-ultimato antes da metade da semana que vem, pois os chanceleres terão de consultar seus governos. Qualquer um dos 15 membros do Conselho pode apresentar uma proposta nesse sentido, embora só os cinco permanentes tenham direito a veto.

Bush, por sua vez, afirmou nesta sexta ter “sérias dúvidas” de que Saddam vá atender as exigências para se desarmar e, assim, evitar um confronto com os Estados Unidos. No discurso na ONU, o presidente norte-americano havia dado um ultimato ao ditador iraquiano, sob pena de ser afastado do poder em uma ação militar internacional. Bush também havia cobrado uma posição mais forte das Nações Unidas sobre a questão.

Nesta sexta, parecia estar ganhando força uma proposta da França: primeiro o Conselho de Segurança aprovaria um ultimato dando aproximadamente três semanas para que o Iraque aceitasse a volta dos inspetores de armas. Se isso não acontecesse, uma segunda resolução seria aprovada, autorizando o uso da força.

 
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