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 | 08/11/2001 15h16min

Presidente da Volkswagen admite renegociar demissões para evitar greve

Dornelles critica posição da CUT em recusar proposta de redução da jornada e salários

O presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel, admitiu nesta quinta-feira, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), renegociar as três mil demissões anunciadas nas unidades de Taubaté e Anchieta, em São Paulo, para evitar a deflagração de uma greve dos metalúrgicos. Demel enfatizou que a empresa está sempre aberta a negociar e explicou que as demissões foram motivadas porque os trabalhadores não aceitaram a proposta da montadora de redução da jornada e dos salários. O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, reagiu à decisão da Assembléia dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que recusou a proposta de negociação feita pela Volkswagen. Ele considerou esta atitude dos sindicalistas de "extremamente irresponsável". Dornelles disse ainda que esta recusa pode dar lugar a demissão de milhares de trabalhadores. – Está na hora de a CUT aprender a negociar como outras centrais sindicais que têm negociado bem e impedido grande número de demissões – afirmou o ministro. Francisco Dornelles ressaltou a CUT deveria delegar plenos poderes ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luís Marinho, que, a seu ver, é um grande negociador. Com 27 mil empregados nas cinco fábricas no Brasil, a Volks está concluindo acordos para redução da jornada e salários nas unidades de Curitiba, no Paraná; Resende, no Rio de Janeiro; e São Carlos, em São Paulo.

 
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