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FBI começa a interrogar iraquianos nos Estados Unidos

Com o início da guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque, o FBI começou a entrevistar nesta quinta, dia 20, milhares de iraquianos em um esforço para obter informações sobre possíveis ataques. Entretanto, a tática atraiu críticas dos norte-americanos de ascendência árabe e dos grupos de defesa dos direitos civis.

Willie Hulon, chefe do escritório do FBI em Detroit, disse que a agência tentaria entrevistar menos de 400 imigrantes iraquianos, dos 25 mil que vivem no Michigan. Ele afirmou que o FBI montou suas listas de imigrantes com base em educação, experiência profissional ou antecedentes militares, além de viagens recentes ao Iraque.

Representantes do FBI garantiram que se as pessoas se recusarem a ser entrevistadas e estiverem legalmente no país não enfrentarão represálias.

Segundo funcionários do FBI, as entrevistas têm por objetivo estimular os iraquianos a se apresentarem caso tenham conhecimento de qualquer potencial ataque em território norte-americano. O interrogatório também visa a assegurar aos cidadãos iraquianos que quaisquer crimes de ódio cometidos contra eles seriam investigados.

A responsável pelos assuntos árabes, muçulmanos e do sul da Ásia na American Civil Liberties Union (ACLU), Dalia Hashad, disse que o interrogatório do FBI pode mais prejudicar que ajudar o esforço de captura de terroristas. Hashad afirma que a ACLU vem recebendo telefonemas de iraquianos assustados, muitos dos quais fugitivos do regime de Saddam Hussein e preocupados com a possibilidade de que o governo norte-americano tenha decidido interrogá-los simplesmente devido ao seu país de origem.

Com informações da Agência Reuters.

 
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