Política | 12/05/2010 00h04min
O pré-candidato ao governo do Estado, Raimundo Colombo (DEM), afirmou, em entrevista ao programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, que o seu partido não é inimigo do atual governo e que nem rompeu com ele.
Colombo explicou que a ideia de o partido desembarcar do governo foi, realmente, uma forma de levar adiante o projeto de candidatura própria e que algumas pessoas ainda não deixaram seus cargos porque ocupam funções técnicas.
O democrata ainda afirmou que as secretarias regionais deveriam ser reduzidas e formadas apenas por servidores efetivos.
Colombo foi o segundo convidado da série promovida pela TVCOM. A estreia aconteceu na segunda-feira, com a senadora Ideli Salvatti (PT). Na quarta-feira, o entrevistado é o ex-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB). A série é fechada pela deputada federal Angela Amin (PP), na quinta-feira.
O PSDB preferiu recusar o convite para participar da série de entrevistas por ainda não ter definido seu pré-candidato. O governador Leonel Pavan e o deputado federal Paulo Bauer são os nomes cotados pelo partido.
O programa conta com o apresentador Renato Igor e com os colunistas políticos do Grupo RBS Moacir Pereira e Roberto Azevedo.
O programa será exibido ao vivo pela TVCOM (canal 36 da NET ou da Viamax) e pela internet no diario.com.br ou no site da TVCOM.
Primeiro bloco
O programa começou abordando a decisão do DEM de não fazer parte do governo estadual. Porém, cerca de 200 comissionados indicados pelo partido ainda continuam nos cargos. Sobre o fato, Colombo explica que o partido desembarcou, o que não significa um rompimento com o governo.
— Pedimos o afastamento de todos, mas há pessoas com funções técnicas que continuam, como o engenheiro que não pode deixar uma obra ou uma diretora de escola que está fazendo um bom trabalho. Não somos inimigos do governo. Não tinha como continuar no governo e fazermos nosso próprio projeto — disse o pré-candidato.
Respondendo a pergunta de um internauta, Colombo falou sobre as secretarias regionais. Ele disse que "cabide de emprego não pode ter em lugar nenhum" e que "as secretarias regionais devem ser avaliadas".
— No meu entendimento, a secretaria regional deve ser coordenadora, não executora. Elas deveriam ser um pouco menores e formadas apenas por servidores efetivos — disse ele, salientando que, com isso, seria possível criar um modelo com quatro ou cinco pessoas por secretaria.
Quando questionado por que não houve avanço na saúde e na segurança no atual governo, que teve apoio do DEM, Colombo disse que aconteceram avanços, mas que saúde ainda precisa ser a prioridade um, dois e três.
Segundo bloco
Colombo defendeu uma política salarial que reconheça o bom funcionário, durante o segundo bloco. Ele ainda afirmou que "o abono é uma emergência, um tapa-buraco" e que é preciso levar adiante uma política de cargos e salários.
O pré-candidato também defendeu que o anteprojeto de reforma política seja elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e enviado ao Congresso.
Com base em uma pergunta da equipe de Política do jornal A Notícia, sediado em Joinville, Colombo disse que a Escola do Teatro Bolshoi, em Santa Catarina, terá todo o seu apoio e que ela é referência no Estado.
Terceiro bloco
O terceiro bloco começou com a pergunta de um internauta de Blumenau. Ele queria saber como ficariam as rodovias estaduais que ainda não estão asfaltadas.
Colombo disse que Santa Catarina tem uma boa malha rodoviária e que o asfaltamento precisa ser realizado de acordo com critérios técnicos. Sobre a cobrança de pedágio, ele responde:
— Sou a favor do pedágio justo. Tem muito imposto sobre ele. Seria possível tirar o Cide dele.
Outro assunto abordado foi a segurança pública. Colombo diz defender a política comunitária. A ideia seria dividir a cidade em regiões e criar postos ocupados pelos mesmos policiais, para que eles "vivam" a comunidade.
— Não há nenhuma hipótese de eu, governador do Estado, nomear um político como secretário de segurança. É um compromisso — afirma.
Quarto bloco
Corrupção foi o tema que abriu o quarto bloco do programa. Colombo diz que para combatê-la é preciso abrir as portas do Executivo aos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público.
— Podem pedir o que quiserem. Se eu não conseguir responder, não mereço ficar no cargo. É meu dever esclarecer. É preciso estar comprometido com a transparência — diz Colombo.
O pré-candidato não quis falar sobre siglas, mas garantiu que apoia José Serra para a Presidência.
Confira como foi a entrevista:
TEMOS QUE MUDAR O PANORAMA POLITICO DE S.C. NÃO SOU A FAVOR DE GRUPOS ECONOMICOS : TRABALHO HONESTIDADE , ANGELA É A MAIS COMPETENTE TRANSFORMOU FLORIANOPOLIS, PARA MELHORPOR SER MULHER ELA TEM MUITA FIBRA E TRABALHO, COM HONEDSTIDADE
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