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 | 03/02/2009 10h23min

Remédio para diabete pode tratar Alzheimer, diz estudo

Trabalho foi publicado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos

Remédios para tratar diabete tipo 2 podem representar uma nova esperança para quem sofre de Alzheimer. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, conseguiu impedir o desenvolvimento da doença em neurônios cultivados em laboratório.

O trabalho, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), abre caminho para uma nova forma de tratamento. A relação entre diabete e Alzheimer já é conhecida há cinco anos. Diabéticos têm mais chances de desenvolver a doença.

No caso de diabete tipo 2, comum em idosos e obesos, o pâncreas produz o hormônio insulina, mas ele não é absorvido pelas células, que se tornam resistentes à substância. No Alzheimer, ocorre algo parecido, mas apenas nos neurônios. ê como se o cérebro sofresse de diabete tipo 2. Alguns pesquisadores já chamam a doença de diabete tipo 3. O Alzheimer começa pela deterioração das lembranças.

— Estudos recentes mostraram que a insulina é importante para processos bioquímicos relacionados à memória — explica a bióloga Fernanda De Felice, principal autora do artigo.

Os cientistas já identificaram os principais responsáveis pela doença: substâncias tóxicas conhecidas como oligômeros, que se acumulam no cérebro de pessoas com Alzheimer. As toxinas prejudicam a transmissão dos impulsos nervosos e, por fim, matam o neurônio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado
 
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