| 11/10/2010 18h08min
Ele deve ter telefonado para a confiança, de fato. Ontem, no Bate-Bola, da TVCOM, Tinga disse que precisava treinar para chamar a confiança de volta. Depois, brincou com o próprio chavão:
— Vou acordar e ligar cedo para a confiança. Vai que ela está ocupada?
Pelo visto, a confiança atendeu ao pedido de Tinga. Ele treinou normalmente e deve jogar contra o Santos, quarta-feira, no jogo que a CBF atrasou para o Inter viajar sem estresse até o México, onde enfrentou o Chivas na final da Libertadores.
Durante a entrevista, fiz uma pergunta para deixar Tinga sem opção: tinha que dizer sim ou não. E ele não ficou no muro. Discorreu sobre o tema, inclusive.
— Tinga, se tu tivesse que escolher entre jogar uma partida decisiva no Brasileirão mesmo com desconforto muscular ou ser poupado para não correr riscos de ficar de fora do Mundial, qual seria a tua decisão?
— Se o jogo for decisivo para ser líder no Brasileirão, tipo encaminhando título? — disse Tinga, devolvendo a pergunta.
— Isso — resumi, para manter o suspense e não dar margem a esquivas.
— Ah, eu jogo. A gente tem que pegar o que está ao alcance. No futebol e na vida é assim. O Mundial nós ainda temos que disputar. Não sei se ganharemos. Mas se o Brasileirão estiver na nossa mão, é claro que eu vou. Não tenha dúvida. Com desconforto ou sem desconforto, eu jogo. Não é um título qualquer. É o Brasileirão.
Não acho absurdo priorizar o Mundial em detrimento do Brasileirão, e isso inclui poupar jogadores para reduzir ao máximo o risco de ficar sem um jogador fundamental em Abu Dhabi, mas Tinga pensa diferente.
Trata-se da opinião de um jogador respeitado, vencedor, experiente, sobre o qual nunca pairou uma crítica profissional sequer. Se ele se machucar, não há no Beira-Rio substituto capaz de aliar marcação e força ofensiva com a mesma intensidade e qualidade.
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