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Ataque a QG italiano no Iraque mata ao menos 25 pessoas

Esta foi a maior baixa da Itália desde a Segunda Guerra Mundial

Já chega a 25 o número de mortos na explosão de um carro-bomba em frente de uma base da polícia militar da Itália  de Nassiriya. O ataque, suspostamente um atentado suicida, ocorreu nesta quarta, dia 12, e matou pelo menos 17 italianos e oito iraquianos.

O atentado aconteceu enquanto o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o norte-americano encarregado de comandar o Iraque, Paul Bremer, discutiam em Washington um modo de acelerar a passagem de poder, a ser entregue aos iraquianos.

A explosão aconteceu na frente do prédio de três andares e incendiou carros e deixou uma cortina de fumaça negra no ar.

– Um caminhão bateu na entrada da unidade da polícia militar e pouco depois um carro foi detonado –  disse uma porta-voz da força multinacional estacionada no sul do Iraque e comandada pela Grã-Bretanha.

O ministro de Defesa da Itália, Antonio Martino, afirmou que, entre os italianos mortos, havia 11 policiais, quatro soldados e dois civis. Esse é a maior baixa sofrida pelos militares italianos desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Khudair Al Hazbar, diretor do Hospital Geral de Nassiriya, disse à Reuters que ao menos oito iraquianos foram mortos e mais de 80 ficaram feridos no atentado. Um dos feridos era uma criança de 1 ano que perdeu os olhos e o nariz.

– Ela vai morrer, certamente – afirmou Hazbar.

A explosão chacoalhou janelas a centenas de metros de distância e danificou bastante casas localizadas perto da base.

Segundo Martino, combatentes leais ao ex-ditador Saddam Hussein foram os responsáveis pela ação.

– Provas encontradas no local e relatórios de serviços de inteligência nos levam a acreditar que o ataque de hoje (quarta) foi planejado e executado por pessoas leais a Saddam e unidas a extremistas árabes – afirmou.

Bremer voltou para os EUA às pressas na terça, dia 11, para conversar com assessores de Bush a respeito do futuro do Iraque, em meio a sinais de mudança na estratégia adotada até agora pela superpotência. Uma das propostas, segundo autoridades, era realizar algum tipo de eleição nos próximos quatro ou seis meses a fim de selecionar um novo grupo de iraquianos para elaborar a Constituição do país.

Os norte-americanos querem que o Conselho de Governo do Iraque, composto por pessoas escolhidas pelos EUA, chegue a um acordo sobre um processo de elaboração da nova Constituição, ao que se seguiria a realização de eleições e a passagem do poder.

Jalal Talabani, titular atual da presidência rotativa do Conselho de Governo, disse que a melhor maneira de avançar seria instalar um governo provisório imediatamente.

O atentado desta quarta foi o mais violento a acontecer no Iraque desde agosto, quando ao menos 80 iraquianos foram mortos na explosão de um carro-bomba do lado de fora de uma mesquita de Najaf.  Os ataques no Iraque mataram 155 soldados norte-americanos desde 1o de maio, quando Bush declarou encerrada a guerra. Mais dois militares foram mortos na terça-feira.

 
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