Educação Básica | 08/06/2013 11h28min
Entrevista com Maria Beatriz Luce Ex-pres. da Associação Nacional de Política e Administração da Educação
Entre os prós e contras das diferentes maneiras de se escolher um diretor de escola, a professora Maria Beatriz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), enfatiza que a indicação política deve ser descartada, pois não contribui para o ensino nem para a cidadania.
Diário Catarinense – Como deve ser a escolha de diretor?
Maria Beatriz Luce – Com a redemocratização do país, veio a ideia de democratização na educação, por meio da gestão. A eleição do diretor é um dos instrumentos. Mas é importante ter um conselho escolar. Isso mostra aos alunos como funciona uma sociedade democrática e como se exerce o direito ao voto. A escola tem de ser um exemplo de vida democrática.
DC – A proposta apresentada pela Secretaria de Educação de Santa Catarina é uma boa opção?
Maria – Seria um avanço importante, assim como os cursos para trazer fundamentos teóricos, filosóficos e administrativos. Só a experiência em sala não garante um bom diretor. A melhor opção é a educação continuada, com plano de formação ou especialização.
DC – Já chegamos a um modelo ideal para aplicação?
Maria – Não conseguimos chegar ainda a uma equação ideal. Mas a indicação política é descartada. É preciso ver o diretor como um líder, com a legitimidade de ser escolhido pela sua comunidade.
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