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Jornal diz que Al-Qaeda e Talibã mandaram ouro para o Sudão

A Al-Qaeda e o Talibã enviaram vários carregamentos de ouro ao Sudão recentemente, segundo a edição de terça-feira, dia 3, do jornal The Washington Post, que cita autoridades européias, norte-americanas e paquistanesas. As fontes disseram que vários carregamentos de ouro seguiram de barco de Karachi, no Paquistão, para o Irã ou os Emirados Árabes Unidos, e de lá em aviões fretados até Cartum, a capital do Sudão (nordeste da África).

A reportagem não diz quanto ouro foi transportado, mas autoridades dos EUA e da Europa afirmam que foi um valor significativo, o que indica que os guerrilheiros ainda têm acesso a grandes reservas financeiras. A Al-Qaeda é a rede acusada pelos atentados de 11 de setembro nos EUA. O Talibã governava o Afeganistão sob princípios islâmicos, naquela época, e deu abrigo aos militantes da Al-Qaeda.

Segundo as fontes do Post, não identificadas, o Sudão foi escolhido porque líderes da Al-Qaeda, entre eles Osama bin Laden, têm bons contatos comerciais ali. Bin Laden viveu no Sudão entre 1991 e 1996, quando foi expulso para o Afeganistão. Segundo um relatório ainda em preparação da ONU, a estrutura financeira da Al-Qaeda permanece quase intacta, com dezenas de milhões de dólares, apesar da campanha militar norte-americana contra o grupo no Afeganistão.

As autoridades norte-americanas disseram que estão investigando as suspeitas sobre o ouro, mas não tinham comentários a fazer. Uma autoridade dos EUA disse que "são os banqueiros que movimentam o dinheiro, e os banqueiros não estão sentados nas cavernas do Afeganistão,'' em referência ao refúgio dos militantes da Al Qaeda. A embaixada do Sudão em Washington disse não ter informações sobre a entrada do ouro no país.

– O Sudão não vai permitir conscientemente que nada disso ocorra – afirmou um funcionário.

Um relatório da ONU informa que após um sucesso inicial ao congelar as contas da Al-Qaeda, o esforço financeiro contra a guerrilha se tornou frouxo e desordenado, e por isso a rede de Osama bin Laden ainda tem bastante dinheiro à disposição. Desde os atentados, os EUA já congelaram cerca de US$ 112 milhões em bens do grupo. Mas nos últimos oito meses, só US$ 10 milhões foram bloqueados, segundo o relatório preparado para o Conselho de Segurança da ONU. As informações são da agência Reuters.


 
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