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Bush propõe estratégias contra o terror

Um país livre do terrorismo ou, pelo menos, protegido. Isso é o que pretende o presidente americano, George W. Bush, que anunciou ontem seus planos para impedir novos atentados nos Estados Unidos. Entre os projetos, está o de criação de equipes que pensarão como se fossem terroristas – planejarão “ataques” para descobrir possíveis pontos fracos do esquema de segurança do país.

– Proteger os americanos é nossa maior prioridade nacional, e precisamos agir de acordo com ela – afirmou Bush.

Ao apresentar seu plano de 71 páginas, o presidente americano enfatizou que os EUA continuam sendo uma nação que enfrenta ameaças “novas e em mutação, que se apresentam de diversas formas, muitas vezes invisíveis”. Elaboradas durante os últimos oito meses, as idéias foram anunciadas nos jardins da Casa Branca e vêm detalhadas em um livreto ilustrado com uma estação do metrô de Washington, uma estação ferroviária e uma usina nuclear– alvos potenciais de atentados.

O projeto propõe que governos locais, estaduais e o federal, além do setor privado, dividam o custo do reforço na segurança. Estima-se que as empresas devam gastar mais de US$ 110 bilhões com segurança, mais do que o dobro do que antes de 11 de setembro. As estratégias de Bush têm como ponto central a criação do novo Departamento de Segurança Interna, um órgão ministerial que só depende da aprovação do Congresso para ser criado. Bush pediu empenho dos deputados e senadores na aprovação das propostas.

Conforme o presidente da Câmara, Dennis Hastert, espera-se que as idéias sejam aprovadas – possivelmente com mudanças – antes de 11 de setembro, quando os atentados em Nova York e Washington completam um ano. Pelas propostas, os militares americanos vão ganhar cada vez mais funções. Além disso, o patrulhamento e a fiscalização nas fronteiras serão reforçados, e novas vacinas vão ser desenvolvidas. Usinas elétricas e oleodutos receberão proteção especial.

Em um recurso que parece saído de Hollywood, equipamentos de alta tecnologia vão facilitar a identificação de suspeitos, e ‘‘equipes vermelhas’’ de agentes federais serão pagos para pensar como terroristas e descobrir falhas de segurança. A Guarda Costeira deve ser remodelada, e os sistemas de informação do governo serão reformulados para se comunicarem melhor. Pelo projeto, as carteiras de motorista (que nos EUA variam de Estado para Estado) ficarão iguais, mas não será criada uma carteira de identidade. Em âmbito mundial, os EUA vão incentivar a elaboração de passaportes mais seguros.


 
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