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 | 06/12/2006 15h57min

Presidente da Anac acusa controladores de propagar clima de terror

Milton Zuanazzi afirmou que o medo de voar é infundado

Milhares de passageiros permanecem hoje nos aeroportos do Brasil e várias companhias aéreas paralisaram as vendas de passagens, em um novo dia de caos que pôs à prova as condições de segurança da aviação civil brasileira. A Anac assegurou que já se restabeleceram os sistemas danificados e que a situação se normalizará à medida que os vôos atrasados decolarem. Milton Zuanazzi, presidente da Anac, afirmou que o medo de voar surgido entre muitos passageiros devido ao caos e a falta de informação, é infundado. Zuazzani acusou os controladores aéreos de propagar um "clima de terror", por denunciar a existência de "pontos cegos, surdos e mudos" na amazônia brasileira, não cobertos pelos radares.

– Dois ou três pontos escuros não podem colocar sob suspeita todo o sistema nacional – disse Zuazzani.

Essas falhas nos sistemas de controle foram reveladas por controladores aéreos destacados em Brasília depois do desastre, em 29 de setembro, do Boieng 800-737 da Gol, no qual morreram 154 pessoas.

Na terça, um colapso no sistema de comunicações do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo do Brasil (Cindacta) paralisou os aeroportos do sudeste e norte do país ao deixar temporariamente dezenas de vôos sem controle terrestre.

Pelo menos 350 dos 1.241 vôos programados se atrasaram ontem e outros 67 foram cancelados nos principais aeroportos do país, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O fato provocou um efeito dominó e até o meio-dia de hoje já havia pelo menos outros 150 atrasos nos principais aeroportos do país, nos quais centenas de pessoas passaram a noite mal-acomodadas.

Vários aviões foram desviados de suas rotas ou tiveram que interromper suas viagens e aterrissar nas pistas mais próximas. A Anac também cancelou ontem à noite todas as decolagens noturnas e recomendou aos viajantes que não se apresentem nos aeroportos para não complicar mais a situação.

Mas o atraso de todos os vôos reprogramados, acumulados aos de hoje, complicou a situação, especialmente em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Centenas de passageiros protestaram hoje nos terminais com assobios e gritos enquanto se queixavam da falta de informação e do extravio de centenas de peças de bagagem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva interveio ontem à noite no caso e após uma reunião de emergência com autoridades do setor ordenou a compra imediata de um equipamento de comunicações similar ao que falhou em Brasília para usá-lo como reserva em São Paulo, explicou Zuanazzi.

AGÊNCIA EFE
 
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