| 17/11/2010 15h10min
Terceiro colocado no Mundial de Fórmula-1, o australiano Mark Webber afirmou que a rivalidade com Sebastian Vettel durante a temporada foi uma chave para a conquista do título da equipe em ambos os campeonatos, de pilotos e de construtores.
Durante o ano a dupla viveu muitos conflitos, principalmente após os incidentes na Turquia, onde colidiram em uma disputa pela liderança da prova, e em Silverstone, quando a equipe tirou a asa dianteira do carro de Webber para dar ao alemão.
— É normal (o conflito) quando temos alguma coisa importante em jogo. É parte da jornada, esse é o esporte, isso é o que acontece. Você tem essas micro-batalhas. Claro que a mídia pode tornar isso maior e isso é algo que não podemos controlar. Mas no fim, foi algo que moveu o time para frente — disse Webber em entrevista coletiva na Áustria.
O australiano reconheceu que a disputa fez a equipe desperdiçar muitas chances durante o ano.
— Claro que perdemos muitos pontos com nossa rivalidade, mas no fim, acho que a equipe trabalhou incrivelmente em conjunto. Sebastian e eu temos um grande respeito um pelo outro e isso é o importante, que você ainda possa, no fim, apertar as mãos depois de todas as batalhas que fizemos ao redor do mundo — encerrou o australiano.
Já o campeão mundial Vettel contou que conversou com Webber após o término da temporada e afirmou que a relação entre os dois parecia muito mais conflituosa para quem estava vendo de fora do que realmente foi. No entanto o alemão reconheceu que ambos passaram por situações extremas.
— Existiram momentos em que tivemos opiniões distintas. Quando você corre em um mesmo nível, um vai ficar no caminho do outro e você vai tentar ter qualquer vantagem que puder. É assim que um empurra o outro. A conversa que tivemos depois da corrida foi boa para nós — disse o alemão.
Vettel acrescentou que o ambiente de desconforto que se criou foi devido à transparência dos dois.
— Acho que colocamos tudo em palavras muito bem. Seria errado dizer que o que aconteceu foi apagado e está "tudo rosa". Obviamente existiram algumas ocasiões. Mas nunca foi tão longe quanto as pessoas acreditavam do lado de fora — concluiu.
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