
Confira um vídeo e fotos da partida.

Confira as fotos das lingeries do centenário do Pelotas.

Conheça algumas das atividades do centenário do Lobão.
Não é mole não. Série C tem se constituído em produto tarja preta para cardíacos. Mais uma vez o Brasil testou a capacidade do sistema vascular dos xavantes. Quem não morreu, poderá se levantar para outra batalha. Provavelmente, com mais ingredientes de superação e heroísmo.
Como todos temiam, o Brasil entrou no Estádio Centenário jogando como se estivesse fora de casa - mesmo sendo o mandante da partida. Foi dominado, preocupou-se apenas em se defender e permaneceu recuado até levar um gol do Toledo. E aí a coisa complicou de vez. Alguns temeram pelo pior.
Mas, a exemplo do que aconteceu no Caldeirão da Baixada domingo passado, o Brasil foi para cima no 2º tempo, jogou na base da raça, da garra, da superação e do empenho - características históricas do Xavante - e conseguiu a virada. Com dois petardos, primeiro do Diego Bottin, e depois do Cléber Gaúcho, a vitória chegou. LEIAM AQUI a matéria completa, com ficha técnica.
Foi suado e sofrido, mas o Brasil conseguiu vencer o Toledo por 2 a 1, chegando a 6 pontos e deixando os paranaenses apenas com 1, na lanterna do Grupo 24. Domingo, novamente o Toledo será o adversário, lá no Paraná. E fica para Itamar Schulle a lição: é preciso entrar em campo dormindo e só acordar depois de levar um gol? Não é mais fácil jogar sempre assim, buscando a vitória? Ou pelo menos, não é mais inteligente? Qual Brasil veremos em Toledo: o dos 1ºs tempos ou o dos 2ºs tempos?
A CBF castigou no horário, mas os 250 xavantes que conseguiram ir a Caxias do Sul representaram a nação rubro-negra e cantaram alto, transformando o Estádio Centenário em um verdadeiro Caldeirão. Mais uma vez, o Brasil jogou um 2º tempo de muita raça, e mereceu a vitória. Que no domingo o Estádio do Toledo se transforme também em Caldeirão. E que o Brasil mantenha a atitude com a qual arrancou duas vitórias heróicas no 2º tempo contra Caxias e Toledo.
É como diz a música nova da torcida: A RAÇA DO INTERIOR!
Nei Almeida é o novo técnico do PelotasFoto: Vinicius Braga Conrad, E.C Pelotas |
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A genética pode ajudar o Pelotas nesta Copa Lupi Martins. A diretoria do Lobão confirma a contratação do técnico Nei Almeida, que vai suceder o irmão do Beto Almeida como treinador aureo-cerúleo. Será dele a missão de comandar o Pelotas na busca pelo título da Copa FGF.
Com 52 anos, Nei Almeida tem muita experiência no futebol, principalmente passando pelas categorias de base do Juventude. Com ele, deve vir uma reformulação no elenco, que se reapresenta às 14h desta quinta-feira. Mesmo assim, a base que quase chegou ao Gauchão 2009 será mantida para a estréia na Copa Lupi Martins, dia 03 de Setembro contra o Cerâmica na Boca do Lobo, às 20h30min.
A diretoria confirma, segundo o assessor de imprensa Vinicius Braga Conrad, a realização do Torneio do Centenário, com São Paulo-RG e Seleção Brasileira Sub-20, entre os dias 25 e 27 de Outubro.
Amanhã, mais notícias sobre a reapresentação do Pelotas, com Nei Almeida e o novo grupo do Lobão.
O torcedor precisa apoiar o clube na Copa FGFFoto: Nauro Júnior/Zero Hora |
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Como o Pelotas confirmou com atraso sua participação na Copa FGF/Lupi Martins, e pediu o adiamento da estréia, haverá um grande acúmulo de jogos para o Lobão. Pelos meus cálculos, na tabela divulgada hoje pela FGF, o Pelotas vai disputar oito jogos em 25 dias - média de praticamente um jogo a cada três dias em setembro. E a arrancada será ainda mais espremida. Reparem na seqüência:
- Dia 03 de setembro, em casa, contra o Cerâmica;
- Dia 06 de setembro, em Poa, contra o Cruzeiro
- Dia 09 de setembro, em casa, contra o Sapucaiense
- Dia 12 de setembro, em Rio Grande, contra o São Paulo
- Dia 14 de setembro, em Poa, contra o Inter B
- Dia 17 de setembro, em casa, contra o Riograndense
- Dia 23 de setembro, fora, contra o Bagé
- Dia 28 de setembro, em Poa, contra o Porto Alegre
Faltam, portanto, oito dias para a estréia. Será o reencontro do Pelotas com sua torcida, na Boca do Lobo, e no ano do centenário. Até lá, saberemos qual será a comissão técnica e com quais jogadores o Pelotas conta. A peleia já começou, e o Inter B abre a disputa na chave com 100% de aproveitamento. Sapucaiense vem logo atrás. Bem preparado, o Lobão pode disputar o título da Copa Lupi Martins.
Régis fica ou sai do time???Foto: Patrick Rodrigues, Jornal de Santa Catarina |
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A simples ausência de um jogador coloca os xavantes em verdadeiro estado de angústia. Afinal, ninguém consegue decifrar as idéias que circulam naquela cabecinha desprovida de cabelos - com a qual me solidarizo - do técnico Itamar Schulle. Contra o Toledo, no Estádio Centenário, o treinador do Brasil não terá o lateral-direito Adans, suspenso. E agora? Quem jogará ali?
O principal temor dos xavantes é o improviso. Itamar já deu mostras, principalmente fora de casa, que tem um Exu do Professor Pardal encostado nos ombros. Mais dia, menos dia, ele saca alguma invenção extravagante.
A lógica, sem Adans, é escalar Daniel Marques na direita. Pronto. Mas ninguém descarta que o bruxinho Alex Albert seja improvisado ali. E outras dúvidas afligem os xavantes: Marcus Alexandre volta ao time? Ninguém quer mas, e se voltar, será como volante ou inventado na lateral-esquerda? Neste setor, se Marcus Alexandre for vetado, fica Gleidson ou entra Emanuel? E à frente da área, permanece Régis ou ele sai para a entrada do questionado Marcus? Mais uma: lá na frente, Sharlei será testado como titular ou ele segue sendo o salvador do time no 2º tempo?
Mas a principal preocupação dos rubro-negros diz respeito à atitude. Fora de casa, provavelmente por orientação do treinador, o Brasil é um time medroso, sem ímpeto, e passivo. Aceita a pressão, joga para empatar, e invariavelmente acaba perdendo. No Bento Freitas, entretanto, é um time vigoroso, decidido e aguerrido. Amanhã o jogo é no Estádio Centenário, mas o Brasil joga como mandante contra o Toledo. Qual será a postura do time? Veremos uma atitude vencedora e guerreira, como manda a característica xavante, ou apática e resignada, como o Brasil vem jogando fora de casa?
Eu ouso sugerir: Emanuel na lateral, Régis permanece, volta Rodrigo, e Sharlei entra no lugar do Luciano. E muita raça, mas muita raça mesmo. Vibração, empenho, vontade de vencer e atitude com a bola. Alguém tem outra dica?
O guerreiro Cléber Gaúcho tem a cara do XavanteFoto: Daniel Brahm, Blog Xavante |
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Ontem relacionei aqui a espinha dorsal Xavante fazendo uma paródia dos 3 R's da seleção na copa de 2002. No Brasil, a letra dominante é o M de Martins, Moscatelli e Milar. Mas muitos rubro-negros - diria até que é um consenso - vieram ao blog pedir a entrada urgente no time de Sharlei (principalmente) e de Emanuel.
Sharlei não fez gol ainda em jogo oficial. Mas contra o Caxias, no Bento Freitas, foi o autor de jogadas decisivas nas duas partidas - cavou o pênalti da 1ª fase e ontem participou da armação dos dois gols xavantes. Dá a impressão de ser um segundo atacante que entra na área. Quem sabe o Itamar Schulle não testa a dupla Sharlei e Milar, mas invertendo os papéis: Milar, experiente e conhecedor dos atalhos, mais próximo do gol, e Sharlei sendo o jogador das assistências? Afinal, Milar é o único atacante do Brasil que tem feito gols. Pra variar.
Sobre Emanuel, a restrição que fazem é a seguinte: não sabe marcar. Mas então pergunto: para que servem os volantes? E o Brasil joga com TRÊS - pelo menos foi assim ontem. Permanecendo Régis no lugar de Júnior Paulista, pode ser ele o homem que fará a cobertura, dará proteção ao setor, para que Emanuel possa atacar à vontade. É assim que funciona o futebol. Com organização. Subiu Emanuel? Adans fecha como volante e Régis cai para a lateral-esquerda defensiva. Isso libera também Cléber Gaúcho para a "segunda bola" e Moscatelli para ser o terceiro atacante.
Itamar, não esqueça: quarta-feira é no Centenário, mas segundo a tabela é "jogo em casa". Não joga para empatar, que isso chama derrota. Joga para vencer, com Sharlei, com Emanuel, com Milar, com Moscatelli, com os guerreiros Cléber, Régis e Alex Martins, com o retorno de Rodrigo, com Adans e Chicão mantendo a regularidade. A torcida xavante já escalou seu time titular. E com este time, mantendo a raça e jogando sem medo, o Brasil tem chances de "subir" para a Série C 2009.
EXCURSÃO: Falando nisso, o pessoal do Fórum Xavante organiza excursão para o jogo. Por R$ 45, o embarque é garantido rumo a Caxias. Vale lembrar que sócios e donos de pacotes do Brasil entram de graça normalmente. Portanto, mexam-se. A saída é às 9h de quarta-feira. Quem se interessou, liga pro bruxo Toldo - (53) 9982 30 17.
Para começar bem a semana, fiquem com o compacto do Daniel Brahm no Blog Xavante, do jogo Brasil 2 x 1 Caxias:
Brasil vence o Caxias em campo totalmente embarradoFoto: Vilmar Tavares/Especial para a Zero Hora |
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Além de todos os problemas que relacionei ontem no time do Brasil, o Bento Freitas amanheceu com um empecilho a mais: campo encharcado e embarrado. Ou seja, Brasil e Caxias tiveram de disputar uma partida muito mais na raça e na vontade do que na técnica, pois a bola não conseguia rolar. Exatamente como o Xavante gosta. No maior estilo do Caldeirão.
Longe de lotar, o Bento Freitas recebeu os verdadeiros xavantes. Assim é até melhor. Os de açúcar, os de resultado e os de ocasião ficaram em casa. Só fizeram falta aos cofres. Porque os rubro-negros que estiveram na Baixada a transformaram no Caldeirão onde o Brasil costuma incendiar seus jogos.
De virada, o Brasil fez 2 a 1 no Caxias, e renasce no Grupo 24 da Série C - LEIAM AQUI a matéria completa, com ficha técnica. Marcílio e Toledo empataram mais uma - os catarinenses lideram com 4 e os paranaenses estão na lanterna com 1. O Brasil está vivo. Graças ao Caldeirão, à pressão dos torcedores que sempre acreditaram. E ao TRIO DOS M's.
Moscatelli, Milar e Martins. Este é o trio onde se fundamenta o Brasil. A espinha dorsal. Alex Martins, gigante, leão, na defesa. De supercilho cortado, pontos na testa e bandagem, comandou a zaga xavante com muita garra. No meio, Marcelo Moscatelli é o diferencial técnico. O jogador que tenta jogar, que procura colocar a bola no chão mesmo sem parceria para a tabela, e sem muita organização. E de Claudio Milar, com 107 gols em 183 jogos pelo Brasil (dados do Antônio Carrion), sempre se pode esperar dedicação e oportunismo.
O engraçado é que no TRIO DOS M's cada um fez um gol. Milar empatou, Moscatelli virou, e antes Alex Martins teve um gol anulado. Em 11 minutos, o Caldeirão levantou fervura. O Caxias é melhor, mais organizado e com jogadores de maior talento. Mas hoje o Brasil contou com o TRIO DOS M's, espelho da raça xavante nas arquibancadas. Pelo que ouvi na rádio - corrijam-me se estiver enganado - foi um resultado merecido pelo volume de oportunidades criadas no 2º tempo, na base do abafa.
Agora, o Brasil vai muito vivo a Caxias do Sul "receber" o Toledo no Estádio Centenário. Mas a CBF está de brincadeira. De fanfarronice: marcou o jogo para as 16h de quarta-feira. Só pode ser de propósito. Quem poderia viajar de Pelotas, Poa ou até mesmo da Serra para ver um jogo no meio da tarde em dia de semana? É piada? Ou é sacanagem mesmo? Eu não teria mania de perseguição se parassem de perseguir o Brasil.
Mas depois desta tarde heróica do Brasil, da vitória de virada sobre o Caxias, fica a lição: contra tudo e contra todos, o sangue xavante ainda ferve. Restam quatro batalhas. Não será possível vencer sempre na raça. Sempre no abafa. Sempre com o Caldeirão. Uma hora, será preciso vencer com autoridade e qualidade. Mas até que isso aconteça, o exército rubro-negro está convocado:
AVANTE COM TODO O ESQUADRÃO!
Bento Freitas, apenas contra Caxias e Marcílio DiasFoto: Eduardo Cecconi |
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O mau desempenho do Brasil fora de casa, a falta de padrão de jogo do time e o histórico recente de invencionices do Itamar Schulle deixaram os xavantes convictos de uma coisa: a classificação para a Série C 2009 passa pelo Bento Freitas.
Mas nesta 2ª fase, o Brasil terá uma partida a menos em casa. Depois de se escapar da punição pela reforma nos banheiros e pelo acordo com o MP no caso dos bares, o Estádio Bento Freitas foi interditado em função do incidente em Blumenau. Por isso, o Brasil precisa cumprir a punição com perda do mando de campo por uma partida.
Agora, avaliem vocês: FGF e CBF definiram que Brasil e Toledo, dia 27 de Agosto, será no ESTÁDIO CENTENÁRIO, casa do Caxias. Um adversário direto na classificação. Não sei qual será a reação da torcida do Caxias, se vai ao jogo torcer contra, a favor, ou se abster. E mais: num dia de semana, ir de Pelotas à Serra não é tão fácil para os xavantes de Pelotas.
A informação foi confirmada neste final de tarde pela FGF, embora eu ainda não tenha encontrado nada no site da CBF. Eu preferia um jogo na Ulbra, mais perto de Pelotas, e principalmente do pessoal da Onda Xavante de Porto Alegre. Mas será no Centenário. Paciência.
Domingo, Brasil e Caxias é na Baixada; dia 06 de setembro (um sábado), contra o Marcílio Dias e seu grupo de corajosos torcedores que perseguiram rubro-negros pelas BRs catarinenses, também. Mas na próxima quarta-feira, dia 27 de Agosto, o Brasil vai enfrentar o Toledo no Estádio Centenário, em Caxias do Sul.
Reforçando então: o Brasil, que aposta tudo em sua torcida e na força do Caldeirão para vencer os adversários e os problemas do time de Itamar Schulle, jogará apenas duas partidas em casa. Contra o Toledo, a Baixada estará fechada. Que o técnico do Brasil não encara essa partida como "jogo fora", se fechando para perder mais uma.
Sessão de descarrego urgente na Baixada!
Beto Almeida vai deixar saudades na Boca do LoboFoto: Ernani Campello/Ass.Im. Ulbra |
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Depois de confirmar a presença do Pelotas na Copa FGF, o presidente Aleixo anunciou inúmeras boas notícias. O resumo da obra é a iniciativa concreta de aumentar a abrangência do produto futebol na Boca do Lobo, fortalecendo as categorias de base e retirando daí duas coisas imprescindíveis: jogadores para o time principal; e recursos com negociações. Analisem vocês mesmos as iniciativas que o Pelotas vai colocar em prática de hoje em diante:
- Investimento nas categorias de base;
- Criação de um centro de avaliação para aproveitamento de atletas da Zona Sul;
- Surgimento de um time B do Pelotas, que disputará amistosos para divulgar o clube e manter a base para as próximas competições.
"Sem muitos recursos, mas com o patrimônio que o clube tem e com uma torcida apaixonada, sem dúvidas alcancaremos o objetivo e assim que a situação for realmente definida estaremos divulgando ao torcedor aureo-cerúleo" explica Aleixo. E eu assino embaixo. Não dá para ficar parado, o Pelotas apresenta ao seu torcedor novas idéias e um projeto de fortalecimento das categorias de base, assunto recorrente aqui no blog.
Mas, infelizmente, da reunião também surgiu uma notícia ruim: Beto Almeida não fica. O treinador já chegou ao Lobão com outras propostas financeiramente muito superiores, e sai com portas abertíssimas. Só o fato de ser um profissional concorrido demonstra a qualidade do trabalho dele, e quanto o Pelotas acertou em procurá-lo (pena que tarde demais).
Tenho certeza que o substituto será criteriosamente analisado. O Pelotas tem um grupo qualificado, carente de um "pensador", mas com jovens velozes no meio e nas alas, e atacantes extremamente oportunistas. Quem chegar terá alternativas de sobra para armar um bom time e brigar pelo título.
Rumo a uma boa campanha na Copa FGF! Vai Lobão!
Está faltando bola no chãoFoto: Marcos Porto |
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*ATUALIZAÇÃO (18h58min): Virgílio Elísio, da CBF, acaba de comunicar ao Brasil que no domingo O JOGO É NA BAIXADA. Por isso, comecem a se mobilizar. Brasil e Caxias jogam no Bento Freitas. Como disse no texto abaixo, será preciso contar com os rubro-negros para vencer. Porque se depender do Itamar...Agora, fiquem com o texto original do post:
Tenho acompanhado muitas opiniões sobre o Brasil. Sobre o jogo com o Marcílio Dias, por exemplo, conto com o relato de quem foi a Itajaí (parêntese: em um estádio sem proteção para a torcida adversária, sem ajuda policial, e tentativa organizada de agressão aos xavantes - incluindo perseguição com carros e motos na BR, por parte dos "torcedores" do Marcílio Dias - mas isso o STJD não vê, é óbvio).
E essas opiniões sobre o Brasil contra o Marcílio convergem com a minha análise na partida que assisti (vitória do Brasil por 1 a 0 sobre o Caxias), e com várias opiniões sobre todos os sete jogos do xavante na Série C. Olhem esta equação:
Sete atacantes + sete jogos = CINCO gols. Só o Marcos Denner, do Caxias, fez seis gols. Isto que ele joga teoricamente sozinho no ataque, contando com o apoio dos qualificados meias ofensivos Cristian Ortiz e Edimar, e dos alas.
Estou cada vez mais convicto de que a Profissão Treinador é sinônimo para Professor Pardal. Como bem diz o Marcelo Barboza, que foi a Itajaí e não gostou nada do que viu: o que faz um treinador que com um mês de pré-temporada, dois de trabalho e duas semanas de pausa entre a 2ª e a 3ª fase (incluindo dois amistosos), e não consegue dar padrão de jogo?
O pior, para mim - desculpem-me aqueles que discordam ou que são condescendentes: o Brasil conseguiu a façanha de contratar SETE atacantes, e Itamar Schulle escala o MELHOR ARTICULADOR do time no ataque, emburrecendo o meio-campo xavante e deixando apenas Dinei na frente. O que ele pretendia?
São sete jogos e cinco gols, sendo um deles de pênalti (Moscatelli) e um de falta (Emanuel). Nos três de bola rolando, tem um do Moscatelli, um do Milar e um do zagueiro Rodrigo. É muito pouco. Para quem quer passar de fase, é quase nada.
Outra coisa que eu não entendo: seria Dinei para Itamar o Lipatin do Mano Menezes, ou o Michel do Abel? Dinei joga em todas - ala-esquerda, articulação e ataque. Não sai nunca. O idolatrado Scharlei e Luciano Valente, apesar de também não fazerem gol, nunca recebem chances. E o Diego Biro, que marcou em praticamente TODOS os amistosos...porque ele não joga? Será que ele é muito pior que Dinei, Scharlei e Luciano?
Depender do Caldeirão será pouco na 3ª fase. Tem que aprender a jogar. Aprender a se articular. E aprender a fazer gols. Com dois meias e dois atacantes efetivos. Só no abafa, uma hora, vai falhar.
Torço por um Brasil diferente domingo, contra o Caxias. Que Itamar Schulle se ilumine, reflita, e arme um time para REPETIR ESQUEMA E ESCALAÇÃO. Um time que tente ganhar com bola no pé, jogadas coordenadas, boas alternativas e estratégia definida. Enfim, tudo o que já deveria estar acontecendo...
Sou um aficcionado por seleções. Desde pequeno sempre fico analisando competições para, no final, montar a minha seleção do campeonato. Com os 11 melhores, mais o treinador. Aqui no Cidade Futebol, por exemplo, acompanhei a trajetória do Brasil na Série C 2006, e à época fiz a seleção da Terceirona.
Entre os 11, indiquei Fernandinho - ala do Criciúma que depois foi para o Cruzeiro; Leandro Domingues - que estava no Vitória, foi para o Cruzeiro e tem bom desempenho no seu retorno ao rubro-negro baiano; Leandro Salino - volante que segue no Ipatinga, e é o campeão de desarmes do Brasileirão; e Edno - meia do Noroeste que faz um bom Brasileirão pela Portuguesa depois de se destacar no Atlético-PR.
Espero agora, com a Seleção da Segundona 2008, também emplacar tantos acertos como nessa da Série C 2006. Montei o time no 4-4-2, embora o time que mais me agradou taticamente esteja atuando no 3-5-2 (o Ypiranga de Erechim). Aí vão meus 11 melhores da Segundona:
Goleiro: Alexandre Marasca (Ypiranga). Nesta posição, não tive dúvidas. Quase todos os times no octogonal assistiram a falhas de seus goleiros. Marasca foi o mais regular e competente.
Lateral-direito: Eduardo (Ypiranga). Também não precisei descartar alternativas. Eduardo foi um ala-direito de grande qualidade técnica, apoio preciso ao ataque, bons cruzamentos e muito vigor. Vence com larga vantagem a concorrência. Foi um dos grandes destaques do Ypiranga na conquista da vaga para o Gauchão 2009.
Zagueiro: Teda (Avenida). Mesmo sem praticar um futebol brilhante, o Avenida praticou uma Segundona competente. Principalmente, no sistema defensivo. Vinícius foi bem, Marciel deixou a lateral-esquerda e se tornou um bom terceiro zagueiro. Mas Teda, pelo lado direito, superou os colegas de clube e os adversários com muita técnica, boa saída de jogo, e vigor nas disputas de bola.
Zagueiro: Ramón (Ypiranga). Talvez o Ramón seja o zagueiro do Interior Gaúcho com a maior capacidade de aliar raça e técnica. Desde a boa jornada no Brasil de Pelotas ele se destaca pela bravura em campo. Com o 3-5-2, ainda teve oportunidades de sair para o jogo, marcando muitos gols.
Lateral-esquerdo: Xaro (Pelotas). É inexplicável como Xaro foi reserva no Pelotas. A partir do momento em que assumiu a titularidade, o time cresceu demais e quase conseguiu vaga no Gauchão. Xaro é um jovem com muita velocidade, precisão de cruzamento, visão de jogo e coragem. Ele ataca sem medo, e a boa quantidade de gols do centroavante Sandro Sotilli deve-se em grande parte às assistências de Xaro.
Volante: Odair (Brasil de Farroupilha). O cabeludo Odair tem um estilo de jogo muito identificado com o Interior Gaúcho. Marca forte, sem fazer faltas em demasia, comanda o time com sua liderança e atua na cobertura dos laterais com absoluta inteligência tática para se posicionar.
Volante: Marquinhos (Ypiranga). Embora também consiga atuar mais à frente, Marquinhos é aquele segundo volante que permite ao treinador - principalmente no 3-5-2 de Tonho Gil - abastecer o sistema de articulação. Marquinhos tem capacidade física de marcar à frente da área e levar o time ao ataque.
Meia: Alexandre (Avenida). É o camisa 10 da Segundona 2008. O baixinho Alexandre, muitas vezes em gramados castigados pelo inverno, consegue "emparelhar" qualquer terreno. Com ele, a bola chega serpenteando e e volta redonda. Alexandre caprichou nos dribles, tabelas curtas, lançamentos e passes longos. Além dos golaços.
Meia: Maicon Sapucaia (Ypiranga). Começou mal, com problemas físicos e acima do peso. Mas aos poucos assumiu o meio-campo do Ypiranga e tem altíssima parcela de contribuição para a artilharia de Vágner, Anderson Catatau e Kito no ataque do time de Erechim. Maicon é diferente de Alexandre. Se o camisa 10 do Avenida é pensador, Maicon é um condutor de bola rápido, com chute forte, e passe preciso.
Atacante: Sandro Sotilli (Pelotas). A concorrência é grande. Adão, do Avenida; Catatau e Kito, do Ypiranga, também se destacaram e poderiam aparecer na Seleção da Segundona sem risco de erro. Mas Sotilli conseguiu ser o diferencial de uma equipe carente de articuladores. O veterano "He-Man" adquiriu a capacidade do desdobramento em três: voltava para articular - como um meia, preparava as jogadas - como um segundo atacante, e concluía para o gol - como um centroavante. Perfeito.
Centroavante: Lima (Brasil-Fa). Muitos podem dizer. E o Vágner, artilheiro da competição. Vágner é um oportunista, está no lugar certo, tem velocidade e bom senso de posicionamento. Mas Lima é diferenciado. Joga muito. Ambidestro, chuta forte e com direção usando qualquer das pernas; cabeceia bem; posiciona-se com inteligência; tem velocidade; e encara a marcação a dribles. Lima chegou ao futebol gaúcho merecendo novas oportunidades para confirmar sua grande qualidade.
Técnico: Tonho Gil (Ypiranga). Transformou um esquema temerário no Brasil - o 3-5-2 - em um efetivo sistema bem articulado ofensivamente e seguro defensivamente. O Ypiranga jogou bonito, e para ganhar, sempre. Não raros foram os jogos com grande soma de gols, tanto em vitórias, como em derrotas, com o time de Erechim. O Ypiranga me encantou. Méritos de Tonho Gil.
Craque: Alexandre. Lima jogou muito, Sotilli e Xaro também. Mas Alexandre confirmou o que já se sabia sobre ele: está escrito na carteira de trabalho "camisa 10". É da profissão. Conhece. Sem ele, o Avenida correria o risco de ser um time comum. Com ele, está no Gauchão 2009.
Resumindo então, a Seleção da Segundona Gaúcha 2008 fica assim formada: Alexandre Marasca; Eduardo, Teda, Ramón e Xaro; Odair, Marquinhos, Alexandre e Maicon Sapucaia; Sandro Sotilli e Lima. Técnico: Tonho Gil.
O que acharam? Alguma objeção? Alguém foi esquecido?

Nome: Eduardo Cecconi Notícias e curiosidades da maior rivalidade do interior do Estado Leia os termos e condições deste blog
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